quarta-feira, 30 de maio de 2012

Conduzir em (in)segurança …


No jornal Público Online de hoje li a seguinte notícia (reproduzo extrato):
“Utilizar telemóvel no carro resulta em sete multas por hora
Quando o condutor atende uma chamada telefónica ou escreve uma mensagem está a desviar o olhar da estrada. O uso incorrecto do telemóvel ao volante está a dar origem a sete multas por hora. … no primeiro trimestre deste ano, houve uma média de 163 contra-ordenações por dia, sete por hora. Ao todo, somaram-se 14.649 autos. Se assim continuar, este ano haverá mais registos do que no ano passado, altura em que se verificaram 57.905. … A multa para este tipo de infracção tem o valor mínimo de 120 euros mas pode chegar ao máximo de 600. Ao contrário do que muitos condutores acreditam, não é por se estar parado no semáforo, à espera que o sinal passe para verde, que não se pode ser multado. Os semáforos fazem parte do percurso. Por isso, a alternativa para falar ao telefone ou enviar mensagens é estacionar o carro.”
Sorri. Duas razões explicam esta minha reação.
Primeira, porque pensei que estes números não mostram mais do que a ponta do “iceberg”. São tantos os condutores que vemos ao telemóvel enquanto conduzem, que estes “apanhados” são apenas uma pequena amostra … aqueles que tiveram "azar".
Segunda, porque me trouxe à mente uma cena que tinha presenciado um par de horas antes. De manhã cedo, no trajeto para o emprego e num troço da auto-estrada particularmente difícil pelo grande fluxo de trânsito e pelas manobras perigosas que aí ocorrem – a confluência da A4 com a A3 –, uma viatura seguia à minha frente em marcha “moderada” (cerca de 70 km hora), em longos ziguezagues, dentro da faixa em que se deslocava, por vezes chegando a entrar na faixa adjacente. 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A reeleição dos autarcas …


Fui convidado para fazer parte do comité científico de um congresso na área da Contabilidade, que decorrerá em Setembro, em Ofir. O efeito mais imediato deste tipo de convites, quando aceite, é recebermos um conjunto de potenciais comunicações ao congresso, para efeitos de avaliação. O objetivo desta tarefa é selecionar, para apresentação, comunicações que proponham algo de inovador e sejam bem elaboradas.
 
Dos cinco trabalhos que me couberam, todos na área da Contabilidade Pública, quatro podem ser considerados como “eventualmente apresentáveis”, embora se situem, em termos de qualidade, na metade inferior da tabela. Por outras palavras, trata-se de trabalhos a pender para o fraco. Uns porque não propõem nada de novo; outros porque apresentam lacunas metodológico-científicas.

Quando eu já desesperava face à fraca qualidade do lote que me coubera avaliar, eis que o quinto, e último, apareceu como uma “lufada de ar fresco” para aliviar o meu desconforto.