O
tema do seminário era a discussão das perspetivas de evolução futura da
economia portuguesa. Dois oradores. O primeiro, apresentando dados
macroeconómicos relativos à evolução recente e tendências de evolução futura
das exportações portuguesas. O segundo, administrador de uma empresa portuguesa
dedicada ao fabrico e comercialização de azeite e óleo alimentar – a Sovena –,
descrevendo as principais etapas do respetivo processo de internacionalização.
Centro-me
nesta última apresentação. O referido senhor, a determinada altura, a propósito
do azeite, referia o facto da sua empresa ao longo dos anos ter vindo a fazer
vultuosos investimentos.
"A nossa atividade, que é verticalizada,
abrange desde a produção da azeitona à comercialização do azeite e é totalmente
automatizada." – referiu. Com mais detalhe, explicou que a plantação das
oliveiras em imensos olivais é mecanizada; a rega das oliveiras é automatizada,
sendo controlada a partir do Alentejo, não só para os olivais que têm nessa
região, mas também para os que têm em Espanha e em Marrocos; a recolha da
azeitona é mecânica, e é automatizado o processo fabril inerente ao fabrico e o
engarrafamento.
Em
virtude disso, uma empresa verticalizada como esta, que tem uma quota superior
a 6% do mercado mundial de azeite, não emprega no conjunto, nos diversos países
onde está implantada, mais de 1000 pessoas.