domingo, 1 de julho de 2012

O emprego que não é gerado …


O tema do seminário era a discussão das perspetivas de evolução futura da economia portuguesa. Dois oradores. O primeiro, apresentando dados macroeconómicos relativos à evolução recente e tendências de evolução futura das exportações portuguesas. O segundo, administrador de uma empresa portuguesa dedicada ao fabrico e comercialização de azeite e óleo alimentar – a Sovena –, descrevendo as principais etapas do respetivo processo de internacionalização.
Centro-me nesta última apresentação. O referido senhor, a determinada altura, a propósito do azeite, referia o facto da sua empresa ao longo dos anos ter vindo a fazer vultuosos investimentos.
"A nossa atividade, que é verticalizada, abrange desde a produção da azeitona à comercialização do azeite e é totalmente automatizada." – referiu. Com mais detalhe, explicou que a plantação das oliveiras em imensos olivais é mecanizada; a rega das oliveiras é automatizada, sendo controlada a partir do Alentejo, não só para os olivais que têm nessa região, mas também para os que têm em Espanha e em Marrocos; a recolha da azeitona é mecânica, e é automatizado o processo fabril inerente ao fabrico e o engarrafamento.
Em virtude disso, uma empresa verticalizada como esta, que tem uma quota superior a 6% do mercado mundial de azeite, não emprega no conjunto, nos diversos países onde está implantada, mais de 1000 pessoas.