sábado, 23 de junho de 2012

Estratégias do tipo “eu também quero” …


Não é preciso alguém ser um observador muito atento para se aperceber, com facilidade, que de há cerca de dois anos a esta parte as lojas de compra de ouro usado têm surgido quase como “cogumelos em tempo de chuva”.
Primeiro nas zonas urbanas mais populosas, depois, quase como um “tsunami” que se desloca para os arredores das grandes cidades e, daí, para o interior. Por mais intensa que seja a crise para alguns dos cidadãos portugueses, dificilmente se consegue acreditar que haja tanto ouro para vender de modo a gerar negócio para todas as lojas existentes. [Mesmo que as margens de lucro do negócio sejam elevadas.] Em certas localidades, mesmo que pequenas, este tipo de negócio aparece implantado (quase) porta sim, porta sim, com as suas janelas pintadas de cores vivas opacas, permitindo salvaguardar a privacidade de quem em desespero se socorre de tal fonte de financiamento e servindo de superfície onde se anuncia em grandes parangonas “Compra-se ouro usado”.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Responsabilidades …


De acordo com a imprensa escrita de ontem (15 de junho), a Madeira recebeu a primeira prestação do acordo financeiro que negociou com o governo da República Portuguesa. Esse montante destina-se a pagar uma pequena parte das muitas dívidas que a Região Autónoma foi acumulando ao longo dos últimos anos. Dívidas que, recorde-se, em parte foram escondidas até ao limite em que a respectiva dimensão já não possibilitava continuar a fazê-lo.
Ontem, também, essa mesma imprensa fazia eco de mais um relatório do Tribunal de Contas onde se denuncia que, na área do desporto e turismo, o governo da Madeira escondeu quase duas centenas de milhões de euros de dívidas.
Mas o caso da Madeira não é único. Ainda há poucos dias se ficou a saber, a partir gualmente do Tribunal de Contas, que no caso da renegociação de parcerias público-privadas relativas a auto-estradas houve sonegação de informação, o que levou a que o respectivo contrato tivesse sido (indevidamente) despachado de modo favorável por aquele tribunal.
Apesar destes casos de fraude na prestação de contas, o facto é que não se notam indícios de que as autoridades judiciais se aprestem para apurar responsabilidades e penalizar as pessoas que cometeram tais atos. O que pontualmente se toma conhecimento é de estes episódios serem objecto de “chicana política” numa qualquer comissão parlamentar.