Não
é preciso alguém ser um observador muito atento para se aperceber, com
facilidade, que de há cerca de dois anos a esta parte as lojas de compra de
ouro usado têm surgido quase como “cogumelos em tempo de chuva”.
Primeiro
nas zonas urbanas mais populosas, depois, quase como um “tsunami” que se
desloca para os arredores das grandes cidades e, daí, para o interior. Por mais
intensa que seja a crise para alguns dos cidadãos portugueses, dificilmente se
consegue acreditar que haja tanto ouro para vender de modo a gerar negócio para
todas as lojas existentes. [Mesmo que as margens de lucro do negócio sejam
elevadas.] Em certas localidades, mesmo que pequenas, este tipo de negócio
aparece implantado (quase) porta sim, porta sim, com as suas janelas pintadas
de cores vivas opacas, permitindo salvaguardar a privacidade de quem em
desespero se socorre de tal fonte de financiamento e servindo de superfície
onde se anuncia em grandes parangonas “Compra-se ouro usado”.
