terça-feira, 25 de setembro de 2012

À descoberta do interior do país: o turismo fechado


O plano era simples. Sábado de manhã, com calçado apropriado, ir ao posto de turismo buscar informação sobre o Parque Nacional do Alvão e partir para longas caminhadas. Mas, como diz o ditado, “a ração não é para quem a talha, mas para quem a come”.

Primeiro, o posto de turismo estava encerrado ao sábado. Custou, e custa, a perceber a razão desse encerramento, quando se pretende fomentar o turismo e acolher os visitantes. Desanimados, ao tomar café numa agradável esplanada próxima, aparece o H., um colega da Lucinda, e dois dedos de conversa levaram a uma manhã de caminhada … na cidade.

Quem não gosta de mostrar a visitantes a cidade onde nasceu e cresceu? Isso acontecia com H., que nos levou a conhecer alguns cantos históricos e pitorescos de Vila Real. O plano estava alterado, mas nem por isso o programa foi menos interessante. Pelo meu lado, fiquei com vontade de lá voltar e usufruir do aconchego desta pequena cidade cheia de história … e de “estórias” (o seminário maior das 365 janelas; o escudo dos Távoras limpo pelo Marquês; a coleta dos 100 contos para colocar o primeiro elevador num prédio de Vila Real, edifício que hoje é considerado uma aberração em plena zona histórica; a taberna da Baca Belha, onde conhecemos o C.G., um inglês há quinze anos na cidade, com uma visão muito própria da cidade e do país …).