terça-feira, 14 de agosto de 2012

Nunca há responsáveis …


Lê-se na imprensa e não se acredita.
Caso 1: Em 2001 o Estado português adquiriu um conjunto de helicópteros. Como na altura não havia fundos para os pagar, os responsáveis do Ministério da Defesa à altura inventaram um complexo esquema de engenharia financeira destinado a possibilitar a compra. Na prática, simplificando as teias das intrincadas relações de sociedades envolvidas no caso, aquilo que aconteceu foi os referidos equipamentos terem sido adquiridos em “locação operacional”. Traduzido, significa terem sido alugados, contra pagamento de uma renda à sociedade que efetivamente os adquiriu. Resultado: o custo efetivo dos equipamentos verificou um desvio para mais, relativo ao preço original, de mais de 50%, ou seja, qualquer coisa como mais 120 milhões de euros!
Como se tudo isto não bastasse para se pedirem responsabilidades, vem agora o Tribunal de Contas alertar para o facto de se terem vindo a pagar em duplicado faturas relativas à referida operação. Pura e simplesmente, no meio de tanta engenharia financeira, não se assegurou que um qualquer organismo tivesse ficado responsável pelo controlo das “contas”.
O Ministério da Defesa vai mandar fazer um inquérito ao sucedido. Já sabemos o que significa isso: mais tempo e recursos desperdiçados, pois nunca se apuram responsáveis e responsabilidades.