terça-feira, 8 de maio de 2012

O dia chegou …


São 16:30 horas. Estou na sala de espera do IPO, aguardando a chamada para o tratamento. A Lucinda está aqui ao meu lado, às voltas com “dossiers” de alunos que, durante as horas de trabalho na escola, não teve tempo de atualizar.
Fomos almoçar a Matosinhos. Como o tratamento estava agendado para meio da tarde, deu tempo para um almoço diferente, um pouco mais calmo e variado. As sardinhas eram “secas (aviso do funcionário do restaurante O Tito) e por isso optámos pelo salmão. Usufruímos de uma belíssima refeição. No retorno, em direção ao hospital, parámos no Continente para comprar uns bombons destinados às enfermeiras de serviço.
Hoje é um dia especial. A “meta”, que há quatro semanas tinha sido deslocada, está mesmo à minha frente. Se fizer hoje tratamento, como espero, será o último do “pacote” prescrito. Uf! Que boa sensação o estar prestes a cruzar a “meta”.
Percebe-se, agora, o porquê de termos decidido trazer uns bombons. A Lucinda e eu, há muitas semanas atrás, tínhamos decidido que o havíamos de fazer. Que melhor ocasião podíamos escolher para deixarmos perceber às(aos) enfermeiras(os) o nosso apreço pelo carinho que juntam ao seu profissionalismo no decurso dos tratamentos que nos proporcionam?
O dia chegou. Cinzento, húmido. Mas especial, como o são todos aqueles em que temos uma “meta” importante para cruzar.
…
Já estou sentado no cadeirão, ligado ao tubo que me enche de soro. Coincidência – a Lucinda não acredita em coincidências – a enfermeira que há quatro semanas me deu a menos boa notícia de que ainda faltavam dois tratamentos é a mesma que me está a tratar e, em jeito de boas vindas com um sorriso, me informou que era o último e, logo a seguir, lembrando-se do que tinha acontecido anteriormente com a contagem dos tratamentos.
O dia chegou.  

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