São
16:30 horas. Estou na sala de espera do IPO, aguardando a chamada para o
tratamento. A Lucinda está aqui ao meu lado, às voltas com “dossiers” de alunos
que, durante as horas de trabalho na escola, não teve tempo de atualizar.
Fomos
almoçar a Matosinhos. Como o tratamento estava agendado para meio da tarde, deu
tempo para um almoço diferente, um pouco mais calmo e variado. As sardinhas
eram “secas (aviso do funcionário do restaurante O Tito) e por isso optámos pelo
salmão. Usufruímos de uma belíssima refeição. No retorno, em direção ao
hospital, parámos no Continente para comprar uns bombons destinados às
enfermeiras de serviço.
Percebe-se,
agora, o porquê de termos decidido trazer uns bombons. A Lucinda e eu, há
muitas semanas atrás, tínhamos decidido que o havíamos de fazer. Que melhor
ocasião podíamos escolher para deixarmos perceber às(aos) enfermeiras(os) o
nosso apreço pelo carinho que juntam ao seu profissionalismo no decurso dos
tratamentos que nos proporcionam?
O
dia chegou. Cinzento, húmido. Mas especial, como o são todos aqueles em que
temos uma “meta” importante para cruzar.
…
Já
estou sentado no cadeirão, ligado ao tubo que me enche de soro. Coincidência –
a Lucinda não acredita em coincidências – a enfermeira que há quatro semanas me
deu a menos boa notícia de que ainda faltavam dois tratamentos é a mesma que me
está a tratar e, em jeito de boas vindas com um sorriso, me informou que era o
último e, logo a seguir, lembrando-se do que tinha acontecido anteriormente com
a contagem dos tratamentos.
O
dia chegou.
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