Há
minutos a rádio noticiava que a agência de notação Fitch tinha cortado o “rating”
de Espanha – uma medida da capacidade deste país solver os seus compromissos –
em três níveis de uma só vez. É preocupante a notícia. Refiro duas razões.
Primeira,
um corte desta dimensão indicia uma alteração muito substancial num curto prazo
das condições inerentes à economia espanhola. Se bem que a Espanha já há muito não
estivesse na “crista da onda” em termos das boas graças dos mercados, as
últimas semanas neste domínio têm sido devastadoras. No centro, a má situação
de parte dos bancos espanhóis, a necessitarem urgentemente de injeções astronómicas
de dinheiro para evitarem a falência. Se é comumente aceite que os responsáveis
do recentemente empossado governo espanhol não têm sido eficazes ao nível da
gestão mediática dos problemas que o país atravessa, demonstrando uma enorme
inabilidade – com constantes “tiros nos pés” –, o facto é que até o cidadão
comum vai tomando consciência a cada dia que passa da muito difícil situação do
sistema bancário espanhol, bem pior do que se poderia pensar.