Há uma ideia que é do mais
elementar bom-senso: não se deve improvisar. Deve-se, sim, planear, programar,
definir objetivos ou destinos. Comungo dessa ideia. Porém, uma pequena dose de
improviso, sobretudo em viagem, coloca um pouco de “sal” e aproxima o simples
viajar da aventura.
Foi o que aconteceu desta vez.
Destino: “Parque Nacional do Alvão”, com entrada pelo norte. Pesquisa-se um
hotel de preço acessível, numa localidade que se não conhece – de nome Cerva –,
não se faz reserva. Chega-se ao hotel quase por acaso, pois o trajeto não foi
pródigo em sinalização. A sorte está presente: só havia um quarto disponível.
De caminho, ainda houve
oportunidade de aprender que Mondim de Basto, encostada ao cónico monte da Sra.
da Graça, não se confunde com Celorico ou Cabeceiras, também das terras de
Basto.
Cerva foi uma agradável
surpresa. Plena de história, com as suas pontes românicas e as suas casas
brasonadas; com infraestruturas atuais, que tornam agradável a vida dos seus
moradores e daqueles que a visitam, onde avulta uma belíssima praia fluvial e
variados restaurantes e estabelecimentos comerciais.
Fim de dia, hora de procurar
local para jantar. Muita oferta, mas quase todos os locais vazios. E isso é um
problema, pois um restaurante vazio tende a ser frio, despido daquele mínimo de
calor humano que torna minimamente agradável qualquer repasto.
