Começo
por dizer que tenho uma conta no Facebook. Confesso, porém, que nem sei bem por
que a mantenho. Há cerca de dois anos tive de a abrir por razões profissionais,
para aí colocar e partilhar um pequeno texto de minha autoria. Desde então,
passam-se meses sem a abrir, apesar dos constantes lembretes que recebo sobre
os pedidos de amizade que esperam por resposta. Ontem, por exemplo, fui lá e “despachei”
o expediente, num rápido. Tenho de confessar, também, que não conheço bem as
funcionalidades da aplicação e que fico surpreso sempre que ouço pessoas dizerem
que a visitam dezenas de vezes ao dia, aí colocando todas as suas vidas. Fico
com a sensação - exagerada, certamente - de que para tais pessoas o Facebook é quase tão importante como
o ar que respiram.
sábado, 26 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
O dia perfeito …
[7:40 horas, à saída de
casa]
Saí
de casa, fechando a porta atrás de mim, em direção ao carro, estacionado do
outro lado da rua. Não sei explicar o como ou o porquê, mas o facto é que
fiquei extasiado. Parei e olhei à minha volta. Imperava o silêncio, o céu
estava azul profundo e a luminosidade da manhã, antes de o Sol estar visível,
emprestava ao ambiente uma tonalidade irreal. O verde de diferentes tonalidades
nas árvores matizava o colorido do espaço. Respirei fundo e dei Graças a Deus
pela vida e pelo usufruto dos sentidos que Ele me proporcionava. Sentia-me
enlevado, bem comigo próprio e com o Mundo.
Abri
a porta do carro, instalei-me, rodei a chave na ignição. O rádio estava ligado
e começou a difundir música clássica: o concerto para piano e orquestra nº 23
de Mozart. A “cereja no topo do bolo”. Apetecia-me ter ficado ali parado, a
escutar a música e a viver o momento. Não podia. Iniciei a viagem, mas
contrariamente ao que faço habitualmente – em que desligo o rádio –, não o
desliguei. Coloquei o som mais baixo e fui conduzindo, enquanto rezava as
minhas orações matinais.
O painel …
A
semana passada fui convidado para moderar um painel de peritos, num encontro
sobre “economia paralela”. Para os menos familiarizados com o termo, significa
a parte das transações económicas efetuadas num país (vendas de bens e
serviços) que não são registadas. Para ser mais concreto, uma parte substancial
dessa economia paralela resulta de algo que se ouve falar com frequência, as
denominadas “vendas sem fatura”.
Na
generalidade dos casos, como foi o presente, o papel do moderador é residual.
Abre a sessão, com meia dúzia de palavras sobre o modo como ela será alinhada;
apresenta cada um dos oradores; na fase da participação da audiência, vai
gerindo as perguntas colocadas, distribuindo-as por cada orador; no final,
encerra os trabalhos, com algumas palavras que sumariem as ideias principiais
da sessão – mas que não podem ser muitas, já que a audiência se começa a
movimentar com vista a preparar a saída.
terça-feira, 8 de maio de 2012
O dia chegou …
São
16:30 horas. Estou na sala de espera do IPO, aguardando a chamada para o
tratamento. A Lucinda está aqui ao meu lado, às voltas com “dossiers” de alunos
que, durante as horas de trabalho na escola, não teve tempo de atualizar.
Fomos
almoçar a Matosinhos. Como o tratamento estava agendado para meio da tarde, deu
tempo para um almoço diferente, um pouco mais calmo e variado. As sardinhas
eram “secas (aviso do funcionário do restaurante O Tito) e por isso optámos pelo
salmão. Usufruímos de uma belíssima refeição. No retorno, em direção ao
hospital, parámos no Continente para comprar uns bombons destinados às
enfermeiras de serviço.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Dez anos passados …
Dia
2 de Maio de 2002. Às 14:00 horas, numa pequena sala da Lancaster University Management School, frente a dois arguentes,
iniciei a defesa da minha tese de doutoramento. Duas horas e meia para
justificar um trabalho que me levou cerca de quatro anos a elaborar.
Olhando
para trás no tempo, para esse momento, eu não consigo lembrar-me do quão
nervoso estaria. Penso que não estava muito e que encarei a sessão com relativa
calma. Lembro-me, sim, no término, quando os arguentes deram por encerrado o
questionamento do meu trabalho, que olhei para o relógio e fiquei admirado por
ter passado tanto tempo desde o início da sessão. O tempo “voara” enquanto eu
esgrima argumentos em defesa do trabalho compactado numa brochura com cerca de
250 páginas. Fui aprovado, com a obrigação de efetuar umas ligeiras correções
ao trabalho. Algo que, numa tarde de trabalho, facilmente resolvi.
![]() |
| Lancaster University - Chaplaincy Centre |
A minha ideia do que é um líder …
No decurso da minha juventude, devorei
muitos livros de aventuras marítimas. Ainda hoje não me ponho de fora quando
tenho oportunidade de me deixar embalar nas ondas de uma boa aventura por mares
“nunca dantes navegados”. Talvez por isso, formei uma ideia do capitão de um
navio como a pessoa que guia os seus homens, que sofre as mesmas vicissitudes
destes e, além disso, quando a aventura corre mal, é o último a abandonar o
navio.
Esta minha ideia da figura do capitão
pode ser considerada idílica, a julgar pelo exemplo mais recente do capitão do
famigerado navio de cruzeiro Costa
Concordia, em que ele foi um dos primeiros a fugir, enquanto aquele
naufragava. Porém, aceitando que possa tratar-se de uma visão idílica, continuo
a achar que ela se confunde com a ideia que eu tenho do que deve ser um líder.
Um bom bife …
No passado domingo, a propósito do dia da
Terra, o jornal Público, na respetiva revista, oferecia um conjunto de
trabalhos sobre o consumo de recursos no dia-a-dia. Num deles, a jornalista
Alexandra Prado Coelho descrevia a tarefa a que se devotou durante um dia para
poupar água.
Poupou uns quantos litros ao reduzir a
duração do chuveiro, ao usar sabonete em vez de gel de banho – segundo ela, o
primeiro é mais fácil de ser retirado do corpo –, ao lavar os dentes sem ter a
torneira abrta. Toda a sua poupança foi “pelo cano abaixo” (passe a expressão)
quando ao almoço comeu um bife. Segundo ela, um bife de 300 gramas corresponde a
um gasto de água de cerca de 4650 litros! Gasto com a água ingerida pelo
animal e com a produção das rações e pastos que o alimentaram.
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